{"id":1208,"date":"2025-01-10T21:06:11","date_gmt":"2025-01-11T00:06:11","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.arq.ufmg.br\/lap\/?page_id=1208"},"modified":"2025-01-11T22:32:44","modified_gmt":"2025-01-12T01:32:44","slug":"teses","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.arq.ufmg.br\/lap\/teses\/","title":{"rendered":"TESES"},"content":{"rendered":"<div id=\"pl-1208\"  class=\"panel-layout\" ><div id=\"pg-1208-0\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-1208-0-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-1208-0-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-editor panel-first-child panel-last-child\" data-index=\"0\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<h3>T\u00cdTULO: As Capelas dos Passos da Paix\u00e3o de Cristo e das Dores de Maria em Minas Gerais - Brasil<\/h3>\n<p><strong>Ano:\u00a0<\/strong>2024<\/p>\n<p><strong>Autor:\u00a0<\/strong> Vanessa Taveira de Souza<\/p>\n<p><strong>Orientadora:<\/strong> Stael de Alvarenga Pereira Costa<\/p>\n<p><strong>Resumo:<\/strong> As Capelas dos Passos da Paix\u00e3o de Cristo e das Dores de Maria em Minas Gerais - Brasil, surgiram no per\u00edodo colonial para a pr\u00e1tica religiosa cat\u00f3lica das vias sacras, junto das esculturas devocionais do Senhor dos Passos e da Nossa Senhora das Dores. Essas imagin\u00e1rias foram inseridas no s\u00e9culo XVIII e XIX pelas irmandades de Nosso Senhor dos Passos e de Nossa Senhora das Dores em capelas pr\u00f3prias ou nos altares laterais das primeiras matrizes mineiras. Durante a Quaresma e Semana Santa, essas esculturas s\u00e3o retiradas por seus guardi\u00f5es dos templos religiosos para a realiza\u00e7\u00e3o de prociss\u00f5es nas ruas das cidades onde s\u00e3o feitas esta\u00e7\u00f5es da via sacra para ora\u00e7\u00f5es, rememora\u00e7\u00f5es e cantos lit\u00fargicos. Dentro das Capelas dos Passos h\u00e1 altares com representa\u00e7\u00f5es da cenografia religiosa de Jesus Cristo e da Virgem Maria em pinturas e esculturas, conforme tradi\u00e7\u00e3o regional. As cidades de Ouro Preto, Mariana, Tiradentes e S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei em Minas Gerais s\u00e3o os cen\u00e1rios para essas devo\u00e7\u00f5es e possuem os cultos mais antigos e preservados ainda no s\u00e9culo XXI, por isso, foram selecionadas para esta investiga\u00e7\u00e3o, considerando o seu dinamismo evolutivo. A rela\u00e7\u00e3o entre as arquiteturas religiosas e os meios urbanos tamb\u00e9m s\u00e3o abordados nesta pesquisa, para tal consideramos os aspectos da Morfologia Urbana e Paisagem e Ambiente. Como resultados, esperamos valorizar o tema pouco estudado no Brasil, al\u00e9m de estabelecermos reflex\u00f5es e crit\u00e9rios sobre a formas de conhecer, proteger, preservar e divulgar parte da cultura de Minas Gerais para as presentes e futuras gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Arquivo:<a href=\"http:\/\/hdl.handle.net\/1843\/77458\">http:\/\/hdl.handle.net\/1843\/77458<\/a><\/strong><\/p>\n<h3>T\u00cdTULO: <span data-sheets-value=\"{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:&quot;O direito de n\u00e3o ser cidade: diretrizes para m\u00e1xima repara\u00e7\u00e3o poss\u00edvel do direito \u00e0 Moradia Adequada em contextos de conflito socioambiental &quot;}\" data-sheets-userformat=\"{&quot;2&quot;:15171,&quot;3&quot;:{&quot;1&quot;:0},&quot;4&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:16773836},&quot;9&quot;:0,&quot;11&quot;:3,&quot;12&quot;:0,&quot;14&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:7171437},&quot;15&quot;:&quot;Montserrat&quot;,&quot;16&quot;:9}\">O direito de n\u00e3o ser cidade: diretrizes para m\u00e1xima repara\u00e7\u00e3o poss\u00edvel do direito \u00e0 Moradia Adequada em contextos de conflito socioambiental <\/span><\/h3>\n<p><strong>Ano:\u00a0<\/strong>2024<\/p>\n<p><strong>Autor:\u00a0<\/strong> Celiane Souza Xavier<\/p>\n<p><strong>Orientadora:<\/strong> Maria Cristina Villefort Teixeira<\/p>\n<h3>T\u00cdTULO: <span data-sheets-value=\"{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:&quot;A regula\u00e7\u00e3o urban\u00edstica, a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e o mercado imobili\u00e1rio em Confins, na Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte &quot;}\" data-sheets-userformat=\"{&quot;2&quot;:15171,&quot;3&quot;:{&quot;1&quot;:0},&quot;4&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:16773836},&quot;9&quot;:0,&quot;11&quot;:3,&quot;12&quot;:0,&quot;14&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:7171437},&quot;15&quot;:&quot;Montserrat&quot;,&quot;16&quot;:9}\">A regula\u00e7\u00e3o urban\u00edstica, a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e o mercado imobili\u00e1rio em Confins, na Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte <\/span><\/h3>\n<p><strong>Ano:\u00a0<\/strong>2022<\/p>\n<p><strong>Autor:\u00a0<\/strong> Luana Rodrigues Godinho Silveira<\/p>\n<p><strong>Orientadora:<\/strong> Maria Cristina Villefort Teixeira<\/p>\n<p><strong>Resumo:<\/strong> A pesquisa \u00e9 uma an\u00e1lise cr\u00edtica e te\u00f3rica das contribui\u00e7\u00f5es da regula\u00e7\u00e3o urban\u00edstica e da regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria do Brasil para a segrega\u00e7\u00e3o socioespacial. Desenvolve-se na interface de \u00e1reas como direito, urbanismo, geografia, pol\u00edtica e economia. Considera que h\u00e1 uma tend\u00eancia de agravamento da segrega\u00e7\u00e3o socioespacial devido \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es no processo de produ\u00e7\u00e3o global que tendem a ampliar o circuito inferior da economia no pa\u00eds. Um dos reflexos desse problema no territ\u00f3rio \u00e9 o crescimento da informalidade da ocupa\u00e7\u00e3o, que reitera a pr\u00f3pria pobreza. A regula\u00e7\u00e3o urban\u00edstica possui o prop\u00f3sito de interferir nessas distor\u00e7\u00f5es produzidas pelo mercado imobili\u00e1rio tendo a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de interesse social como um instrumento. O problema \u00e9 que a regula\u00e7\u00e3o urban\u00edstica e a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria podem estar contribuindo com o agravamento da segrega\u00e7\u00e3o socioespacial. Aprofundar nessa rela\u00e7\u00e3o tendo como base a compreens\u00e3o do processo de transforma\u00e7\u00e3o das normas urban\u00edsticas e de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria do Brasil por meio das suas interfaces com o processo de segrega\u00e7\u00e3o socioespacial comp\u00f5e o prop\u00f3sito da pesquisa. Foram realizadas pesquisa bibliogr\u00e1fica e an\u00e1lise de dados e de documentos, incluindo normas urban\u00edsticas vigentes. A partir do marco te\u00f3rico e anal\u00edtico, realizou-se um estudo de caso para verificar e analisar a aplica\u00e7\u00e3o desses instrumentos em Confins\/MG, integrante da RMBH. Compreendeu-se que desestimular o processo de especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, ofertar adequadamente moradia social e efetivar o direito \u00e0 cidade por meio da participa\u00e7\u00e3o popular s\u00e3o os caminhos para o enfrentamento da segrega\u00e7\u00e3o socioespacial. Isso \u00e9 central no direito urban\u00edstico brasileiro, que estabelece o plano diretor municipal como instrumento para defini\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o social da cidade e da propriedade. A autonomia do plano diretor na organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano \u00e9 reduzida devido \u00e0 obrigatoriedade de atendimento de par\u00e2metros urban\u00edsticos estipulados por outras normas federais, estaduais e metropolitanas. Foi identificada tend\u00eancia de maior autonomia da norma municipal no que diz respeito a par\u00e2metros ambientais como um processo de flexibiliza\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es e favorecimento do mercado imobili\u00e1rio. Observou-se que a norma federal que trata da regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria urbana permite processos parciais de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, rompe com a estrutura l\u00f3gica da regula\u00e7\u00e3o urban\u00edstica, enfatiza a titula\u00e7\u00e3o, beneficia infratores sem o acuro com o interesse social e permite a atua\u00e7\u00e3o do mercado imobili\u00e1rio em locais onde a regula\u00e7\u00e3o o restringe. O processo da Regulariza\u00e7\u00e3o Fundi\u00e1ria Urbana (Reurb) em Confins reitera essa an\u00e1lise, pois tem seu foco na titula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o na melhoria da condi\u00e7\u00e3o ambiental e habitacional. A regula\u00e7\u00e3o urban\u00edstica em Confins se mostrou convergente \u00e0s propostas de desenvolvimento econ\u00f4mico a partir do aeroporto e abarca o conflito com as quest\u00f5es ambientais. A Reurb prepara as bases fundi\u00e1rias para atua\u00e7\u00e3o do mercado imobili\u00e1rio que, na aus\u00eancia de pol\u00edtica habitacional, poder\u00e1 gerar processo de gentrifica\u00e7\u00e3o e novas press\u00f5es para a ocupa\u00e7\u00e3o informal. Concluiu-se que h\u00e1 uma tend\u00eancia de agravamento das segrega\u00e7\u00f5es socioespaciais por meio da rela\u00e7\u00e3o entre regula\u00e7\u00e3o urban\u00edstica e regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria do Brasil. No caso de Confins, desenvolver uma pol\u00edtica habitacional e planejar na escala de projetos pode minimizar os conflitos entre meio ambiente, desenvolvimento econ\u00f4mico e desenvolvimento social.<\/p>\n<p><strong>Arquivo:<a href=\"http:\/\/hdl.handle.net\/1843\/53977\">http:\/\/hdl.handle.net\/1843\/53977<\/a><\/strong><\/p>\n<h3>T\u00cdTULO: Urbs Adamantina: Estudo da Morfologia Urbana de Diamantina\/MG e implica\u00e7\u00f5es na gest\u00e3o de sua Paisagem Cultural<\/h3>\n<p><strong>Ano:\u00a0<\/strong>2022<\/p>\n<p><strong>Autor:\u00a0<\/strong> Edilson Borges Filho<\/p>\n<p><strong>Orientadora:<\/strong> Stael de Alvarenga Pereira Costa<\/p>\n<p><strong>Resumo:<\/strong> O tema da pesquisa \u00e9 verificar como a ado\u00e7\u00e3o de abordagens de morfologia urbana podem contribuir para a efic\u00e1cia da gest\u00e3o urbana de uma cidade patrimonializada, como Diamantina(MG). A investiga\u00e7\u00e3o se vincula \u00e0 linha \u201cPaisagem e Ambiente\u201d do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Ambiente Constru\u00eddo e Patrim\u00f4nio Sustent\u00e1vel (PPG-ACPS) da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Destarte, o seu objetivo principal \u00e9 introduzir as quest\u00f5es morfol\u00f3gicas na avalia\u00e7\u00e3o da paisagem urbana de Diamantina. Cogita-se que problemas gerenciais se associam \u00e0 aus\u00eancia de abordagens que respeitem seus aspectos din\u00e2micos e atributos morfol\u00f3gicos de sua paisagem cultural. A cidade foi o patrim\u00f4nio urbano escolhido como objeto de estudo, por conter uma paisagem peculiar e robusto aparato legal preservacionista. No entanto, os meios tradicionais s\u00e3o insuficientes para garantir sua conserva\u00e7\u00e3o eficaz, exigindo novos subs\u00eddios para sua gest\u00e3o. O m\u00e9todo abordado se baseou na an\u00e1lise completa da cidade, contemplando a ado\u00e7\u00e3o de aportes geogr\u00e1ficos, hist\u00f3ricos, urbano-morfol\u00f3gicos e s\u00f3cio-pol\u00edticos. Isso foi vi\u00e1vel por meio da estrutura\u00e7\u00e3o da pesquisa em etapas de an\u00e1lise. Iniciou-se por uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica e conceitual sobre as no\u00e7\u00f5es de \u201cpaisagem\u201d, \u201cpatrim\u00f4nio\u201d e \u201cmorfologia urbana\u201d, cuja avalia\u00e7\u00e3o foi cronologicamente ordenada, com abordagens internacionais e brasileiras sobre os temas. Em seguida, foi realizado o estudo da morfologia urbana de Diamantina, balizado pelos contributos Conzenianos (1960) e Muratorianos (1959). Importa destacar que a pesquisa restringiu a ado\u00e7\u00e3o de aspectos desses aportes, em prol de aplicar aqueles relevantes ao estudo evolutivo. Nesse sentido, a cidade foi considerada em seis per\u00edodos morfol\u00f3gicos (desde a sua morfog\u00eanese, no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, at\u00e9 2022), em uma abordagem multiescalar. Consolidando a an\u00e1lise, realizou-se ainda o estudo da evolu\u00e7\u00e3o tridimensional de sua paisagem urbana. Para isso, foi necess\u00e1ria uma investiga\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica que exigiu pesquisa e capacidade de s\u00edntese, cuja an\u00e1lise morfol\u00f3gica recorreu \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o de outros referenciais bibliogr\u00e1ficos, como fotogr\u00e1ficos e cartogr\u00e1ficos. Pela an\u00e1lise evolutiva, apreendeu-se o aparato legal existente no territ\u00f3rio, para se inter-relacionar \u00e0s estrat\u00e9gias de gest\u00e3o que tangenciaram aportes de morfologia urbana \u2013 em um esfor\u00e7o de explicitar a evolu\u00e7\u00e3o dessa pol\u00edticas materializadas no espa\u00e7o f\u00edsico. Logo, a originalidade da tese corresponderia a duas estrat\u00e9gias: a aplica\u00e7\u00e3o conjunta de parte dos conceitos das duas escolas de morfologia urbana e o estudo tridimensional do decurso dessa forma, em seus contextos pol\u00edtico e de paisagem urbana. Ap\u00f3s analisar a transforma\u00e7\u00e3o da paisagem cultural de Diamantina, a pesquisa \u00e9 conclu\u00edda pela elucida\u00e7\u00e3o da causa de alguns dos problemas anal\u00edticos verificados nela, al\u00e9m de apontar de modo geral possibilidades para o aperfei\u00e7oamento de sua gest\u00e3o. O resultado principal foi a detec\u00e7\u00e3o de que problemas vinculados a uma eficaz e articulada gest\u00e3o preservacionista de Diamantina s\u00e3o derivados da sua n\u00e3o interpreta\u00e7\u00e3o como paisagem cultural, desprovida da compreens\u00e3o de seu decurso urbano sobre o suporte f\u00edsico, ao longo de sua hist\u00f3ria. A conclus\u00e3o dessa investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica foi poss\u00edvel por meio de uma abordagem interdisciplinar, contribuindo para inova\u00e7\u00f5es discursivas na academia e proposi\u00e7\u00f5es de estrat\u00e9gias para o desenvolvimento de pol\u00edticas p\u00fablicas urbanas.<\/p>\n<p><strong>Arquivo:<a href=\"http:\/\/hdl.handle.net\/1843\/66336\">http:\/\/hdl.handle.net\/1843\/66336<\/a><\/strong><\/p>\n<h3>T\u00cdTULO: Paisagem contempor\u00e2nea de expans\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte: intera\u00e7\u00f5es globais em morfologias locais<\/h3>\n<p><strong>Ano:\u00a0<\/strong>2020<\/p>\n<p><strong>Autor:\u00a0<\/strong> Maria Manoela Gimmler Netto<\/p>\n<p><strong>Orientadora:<\/strong> Stael de Alvarenga Pereira Costa<\/p>\n<p><strong>Resumo:<\/strong> As paisagens metropolitanas contempor\u00e2neas apresentam uma tend\u00eancia de expans\u00e3o urbana acelerada, manifestando-se por meio da indefini\u00e7\u00e3o dos limites das cidades. Essas novas caracter\u00edsticas provocam um questionamento sobre o que \u00e9 considerado urbano ou rural nas bordas das metr\u00f3poles, devido \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios cada vez mais extensos envolvidos no processo de dispers\u00e3o urbana. Al\u00e9m disso, essas transforma\u00e7\u00f5es se relacionam, simultaneamente, aos n\u00edveis local e global. Nesse sentido, aspectos econ\u00f4micos da sociedade globalizada influenciam a expans\u00e3o incessante da urbaniza\u00e7\u00e3o devido, principalmente, ao papel que cada metr\u00f3pole desempenha no sistema planet\u00e1rio. E, consequentemente, da atra\u00e7\u00e3o de capital e de popula\u00e7\u00e3o que determinada paisagem metropolitana \u00e9 capaz de exercer em uma din\u00e2mica mundial. Esse intenso processo de urbaniza\u00e7\u00e3o como reflexo da performance econ\u00f4mica das cidades imprime fortes marcas de degrada\u00e7\u00e3o ambiental em todo o planeta e evidencia as desigualdades sociais em m\u00faltiplas escalas. Se por um lado, as recentes for\u00e7as socioecon\u00f4micas globais contribuem para a expans\u00e3o das paisagens metropolitanas, por outro, for\u00e7as locais coexistentes, principalmente culturais e ambientais, tamb\u00e9m exercem a capacidade de conformar tais territ\u00f3rios. Nesse contexto, as morfologias locais atuam como condicionantes e reguladores que podem equilibrar as tens\u00f5es transformativas nas bordas metropolitanas. Assim, as morfologias ambientais e urbanas locais podem, portanto, ser vistas como fontes potenciais para o desenvolvimento territorial, por meio de princ\u00edpios que fomentem a resili\u00eancia ambiental, a preserva\u00e7\u00e3o sociocultural e o gerenciamento da expans\u00e3o metropolitana sustent\u00e1vel. Levando isso em considera\u00e7\u00e3o, a hip\u00f3tese apresentada nesta tese argumenta que a expans\u00e3o da paisagem metropolitana \u00e9 o resultado da intera\u00e7\u00e3o de for\u00e7as globais e locais, an\u00e1logas \u00e0 ideia de antenas e ra\u00edzes, respectivamente. Assim, as antenas captam as tend\u00eancias socioecon\u00f4micas da era globalizada, enquanto as ra\u00edzes incorporam os longos processos culturais de adapta\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica ao ambiente. Em constante intera\u00e7\u00e3o, as for\u00e7as globais e locais s\u00e3o combinadas em diferentes intensidades em cada localidade, contribuindo para que as paisagens metropolitanas assumam formas de expans\u00e3o urbana que definem sua identidade contempor\u00e2nea. A presente pesquisa focaliza no processo de expans\u00e3o sul metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, definindo o tipo territorial como um recorte espec\u00edfico para a investiga\u00e7\u00e3o, por meio de uma abordagem interdisciplinar e multiescalar. A interdisciplinaridade emerge da necessidade de se compreender a complexidade contempor\u00e2nea, que abrange aspectos sociais, econ\u00f4micos, ambientais e culturais, que interagem em conjunto sobre a realidade das paisagens. E multiescalar, porque relaciona quest\u00f5es globais e locais vinculadas na manifesta\u00e7\u00e3o formal, compacta e dispersa, da expans\u00e3o metropolitana contempor\u00e2nea. Compreende-se, ent\u00e3o, a paisagem como um sistema de intera\u00e7\u00f5es de for\u00e7as e como produto da materialidade da a\u00e7\u00e3o humana sobre o ambiente. Portanto, devidamente enquadrada como uma contribui\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica, a pesquisa inclui abordagens ambientais, de ecologia da paisagem e de morfologia urbana para subsidiar a elabora\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios e diretrizes para o gerenciamento territorial. Como resultado, solu\u00e7\u00f5es inovadoras de planejamento e arquitetura da paisagem potencializam as caracter\u00edsticas singulares, estabelecendo os fundamentos para o desenvolvimento contempor\u00e2neo da paisagem de expans\u00e3o metropolitana.<\/p>\n<p><strong>Arquivo:<a href=\"http:\/\/hdl.handle.net\/1843\/36625\">http:\/\/hdl.handle.net\/1843\/36625<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00cdTULO: As Capelas dos Passos da Paix\u00e3o de Cristo e das Dores de Maria em Minas Gerais &#8211; Brasil Ano:\u00a02024 Autor:\u00a0 Vanessa Taveira de Souza Orientadora: Stael de Alvarenga Pereira Costa Resumo: As Capelas dos Passos da Paix\u00e3o de Cristo e das Dores de Maria em Minas Gerais &#8211; Brasil, surgiram no per\u00edodo colonial para&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1208","page","type-page","status-publish","hentry","post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.arq.ufmg.br\/lap\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1208","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.arq.ufmg.br\/lap\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.arq.ufmg.br\/lap\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.arq.ufmg.br\/lap\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.arq.ufmg.br\/lap\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1208"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/sites.arq.ufmg.br\/lap\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1208\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1398,"href":"https:\/\/sites.arq.ufmg.br\/lap\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1208\/revisions\/1398"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.arq.ufmg.br\/lap\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1208"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}